post Category: Notícias post Comments (2) postNovember 5, 2008

Barak Obama em Berlim O mundo inteiro se pudesse teria ido às urnas ontem para votar por Obama. Com seu jeito carismático, juventude e excelentes discursos, Obama acabou por personificar uma mudança esperada (e diga-se de passagem necessária) do país (ainda) mais poderoso do mundo. Aparentemente os americanos também querem essa mudança, elegendo não só Obama para presidente mas também maioria democrata no senado e câmara dos deputados. Isso tudo com uma incrível participação nas urnas, lá que o voto é facultativo. Tudo bem, mas e agora? O que esperar? (mais…)

post Category: Notícias post Comments (1) postOctober 31, 2008

Tempelhof Hoje, dia 31 de outubro, uma página da história é virada e não só da história alemã mas com certeza do mundo inteiro. Este que foi considerado pelo grande arquiteto inglês Sir Norman Foster como a “Mãe de todos os aeroportos” vai fechar suas portas.

Um dos mais antigos aeroportos em funcionamento do mundo juntamente com o aeroporto CImpanino de Roma, Tempelhof foi o berço da companhia Aérea Lufthansa (1926). Além disso foi durante muito uma das maiores construções do mundo mas nada disso é relevante comparada à operação da qual foi palco durante 11 meses entre 1948 e 1949. Durante esse tempo, Tempelhof foi a única porta de entrada de tudo para Berlim Ocidental. Com o bloqueio terrestre e marítimo imposto pelos soviéticos, os americanos e os britânicos resolveram comprar a briga e montaram um verdadeiro esquema de guerra para que a cidade de Berlim Ocidental fosse abastecida através de vôos regulares levando mantimentos e tudo quanto é tipo de gênero. Para se ter uma idéia,  aviões decolavam a cada 3 minutos durante 24 horas sem parar, com uma precisão incrível pois não é só a decolagem em si, tem que descarregar, reabastecer taxear e etc. Isso só foi possível pelo trabalho conjunto entre americanos, ingleses e os cidadãos de Berlim. Entendam, menos de 5 anos antes, os mesmos americanos estavam bombardeando Berlim, agora voavam com mantimentos para salvar a mesma população que antes jogavam bombas sobre.

Durante os 11 meses entre 1948 e 1949, Tempelhof foi um exemplo mundial da capacidade humanitária. Não sou ingênuo ao ponto de achar que os americanos só fizeram isso por causas humanitárias. Eu sei muito bem que o motivo principal foi para provar aos soviéticos a capacidade americana mas isso durou 11 meses! Não havia necessidade de jogar balas para as crianças, por exemplo. Foi inevitável para mim sentir um aperto no coração quando visitei o aeroporto ontem para tirar umas fotos. Sei que realmente não existe como mantê-lo funcionando. Ele é tão central quanto Congonhas só que não oferece vôos de grandes aviões e com isso estava operando em um déficit de 50 milhões de euros anuais. Além disso, Berlim tem mais 2 aeroportos além de Tempelhof (Tegel e Shönefeld) e agora o governo está focando em Shönefeld para expandí-lo e em 2011 criar o BBI, Berlin Brandenburg International, um moderno aerporto para atender 20 milhões de passageiros.

O fato que hoje não é prioridade para a cidade de Berlim manter um aeroporto tão central e deficitário. Além de dar um prejuízo de 15 milhões de euros anuais, ele fica tão central que não é capaz de receber determinados aviões de grande porte. Para se ter uma idéia, imaginem Congonhas sem ser naquele pequeno morro, mas sim em um terreno plano. Pois é, este é Tempelhof. Apesar de nunca ter acontecido nenhum acidente, era um termor constante. Como consolo fica a garantia do governo que os edifícios (hall principal e hangares) serão mantidos mas ainda não se tem uma idéia exata do que será feito da enorme área ao redor dos prédios (com 365 hectares, sendo que o prédio principal, sozinho, tem 1.2 kilômetros de comprimento). Tudo leva a crer que será um grande parque ou uma área de lazer para a cidade.

De qualquer forma, o imponente prédio principal estará ali, lembrando à todos o peso opressor do Nazismo que o criou imponente para um louco plano megalomaníaco e ao mesmo tempo, lembrando que se realmente nos esforçarmos, somos capazes de superar traumas antigos por um bem maior, como foi no caso do bloqueio de Berlim.

post Category: Notícias post Comments (0) postOctober 28, 2008

Hertha Berlin Vs Benfica - UEFA's Cup Que eu curto futebol, é algo claro. Mesmo daqui de Berlim eu todo o dia vejo as notícias do Mengão via Internet e escuto os jogos via Rádio Globo na Internet. Era questão de tempo para eu ir a uma partida aqui.

O Hertha Berlin é um time mediano na tabela alemã, não almejando o título mas também não correndo o risco de ser rebaixado. Se eu pudesse escolher um time para torcer aqui, seria o Bayern de Munique (super campeão alemão), Werder Bremen (do craque Diego) ou então Bayern Leverkusen (do Renato Augusto, ex-Flamengo) mas acho importante torcer pelo time da cidade. Semana passada apareceu a grande oportunidade; jogo da Copa da UEFA aqui em Berlim contra o Benfica de Portugal.

Para mim pareceu a oportunidade perfeita. Nunca fui um rato de Maracanã, sempre preferindo escutar pelo rádio enquanto trabalho ou algo assim. Já tinha ido assistir um jogo do Real Madrid contra o Real Betis em Madrid com o Luis mas fui como imprensa e não paguei nada. Neste caso para mim o jogo do Hertha era especial porque seria no Estádio Olímpico de Berlim, o mesmo das Olimpíadas de 1936, ou seja, com um valor histórico imenso e em especial para mim também pois descobri a pouco tempo que meu avô fez parte da delegação brasileira nesta olimpíada e desfilou neste estádio.

Por €32 garanti a melhor cadeira possível, na 4a fileira bem no meio do campo, tudo na maior tranqüilidade. Comprei pela Internet e recebi o meu ingresso em casa sem stress nem nada. Com o ingresso na mão fui procurar minha vestimenta apropriada já que não dá para torcer sem uma camisa do time. Como não queria também gastar muito dinheiro, comprwi a camisa mais barata que encontei na loja do Hertha, €10.

Dia do jogo, pego meu metrô para o estádio e começo a observar outros torcedores no trem. Eu, devidamente paramentado com a minha camisa do Hertha, casaco do Brasil e mochila com minha máquina fotográfica profi pois queria tirar altas fotos e para isso levei até a minha lente tele-objetiva. No metrô, deu para reparar um padrão dos torcedores do Hertha (talvez até dos alemães em gerais); todos em duplas, não usando a blusa aparente (até por causa do frio), sempre com o cachecol à vista e com uma garrafa de cerveja na mão. Acho que se você não tiver uma cerveja na mão, não pode torcer pelo Hertha ou algo assim.

O trem nos deixa na porta do estádio, como a estação de São Cristovão deixa a gente na porta do Maracanã. Logicamente a minha cadeira ficava exatamente do lado oposto da entrada. Aproveitei para comprar um cachecol do Hertha para ficar no clima. Como cheguei 30 minutos antes do jogo, fiquei tirando fotos do aquecimento do Hertha, principalmente do Cícero. Como fiquei gritando e estava com o casaco do Brasil, o Cícero deu um aceno enquanto aquecia.  Tinha uma molecada nas fileiras da frente e ficaram olhando com espanto para mim, talvez achando que eu conhecia o Cícero.

O jogo em si foi chato pra caramba. Para se ter uma idéia, só no primeiro tempo a bola foi recuada para o goleiro 8 vezes. Incrível! E ainda assim, o Hertha conseguiu tomar um gol do Benfica, que veio claramente para empatar. O segundo tempo deu uma esquentada com a entrada do sérvio Pantelic que marcou aos 16 minutos do 2o tempo. Se o sérvio esquentou a partida, a temperatura caía vertiginosamente. Eu estava tremendo de frio e acabei não agüentando e saindo 10 minutos antes do fim da partida por causa do frio. Ainda deu tempo para pedir para tirarem uma foto minha, pelo menos. A vantagem de sair mais cedo foi voltar para casa em um trem vazio, vazio. :)

Uma coisa é certa, a experiência foi ótima mas é impossível torcer neste gelo. Só se for no meio da torcida animadíssima e por um preço bem abaixo dos €30 que paguei. Vou é ficar escutando mesmo o Mengão pela Radio Globo online.

post Category: Notícias post Comments (0) postOctober 20, 2008

Kato - Meu trabalho fazendo a luz de shows “I was looking for a job and then I found a job. Heaven knows I’m miserable now.” - The Smiths

Viver só do dinheiro do aluguel do apto do Rio que a minha mãe me manda não está sendo suficiente para manter uma vida de estudante/turista. Por mais que eu controle os gastos perante essa enorme Gomorra de consumo que me enche os olhos todos os dias, estou aqui para viver a experiência, não? Oras, um almoço no Restaurante de hamburgers orgânicos que comentei aqui custou €10. O presunto de rena defumado, €3. Uma suéter 100% lã para o outono ( só trouxe roupa pesada para o inverno, não tinha nada para meia estação) €40. Você somando isso ao aluguel, supermercado, telefone, academia e afim, lá se vão os €900, que por causa dessa crise bancária já se reduziu em 20%. O grande problema é que o meu visto não dá direito a trabalhar. O máximo que posso fazer são bicos ou consultorias.

A Ina, além de trabalhar para um banco e ser produtora de cinema, também toca em uma banda de rock/folk/gótico e assim acabei conhecendo o pessoal da banda dela, entre elas, o René.

René Fischer é um talentoso engenheiro de som com 24 anos que toca sozinho toda a parte técnica de um clube, além de estar se formando em Engenharia de Som e já engrenando uma pós no mesmo tema. Ele precisava de uma mão com as luzes dos shows em que ele fazia o som. O valor por noite seria €50. Como tenho uma tarde “livre” e adoro aprender coisas novas, topei sem ter a menor idéia do que se tratava.

Duas semanas depois eu já estava no clube para assistir um show onde Fabian, um amigo de longa data de René, faria as luzes. O lance é relativamente simples; o clube tem em torno de 20 pares de luzes para Show divididas entre o palco e o público (que as vezes vira discoteca) gerenciados por um dimmer, que é essa mesa da foto com as alavanquinhas. Dessa mesa você controla a intensidade da luz e os botões logo abaixo funcionam como um liga/desliga instantâneo para dar aquela “explosão” de luz a 100% de intensidade pelo tempo que o botão estiver apertado.

A casa ainda tem um par de canhões eletrônicos de luz (o que tem um espelhinho em cima que gira para todos os lados) controlado pelo 2o dimmer. Além disso, sou também responsável pelo fog (a fumaça) pois esta dá o volume a luz.

Os dois dimmers são altamente programáveis, podendo-se montar altas seqüências de luz mas vamos ficar no feijão com arroz. Eu tenho que chegar em torno 3 horas antes do show, ligar todas as luzes no quadro de luz, ver se a máquina de fumaça tá com o fluido, colocar os gels coloridos (com excessão dos canhões, todas as luzes são brancas e precisam de uma folha de um plástico especial em uma moldura para ter cor) de acordo com o estio da banda (hiphop pode ter amarelo, heavy metal vermelho, emo azul e por aí vai). Depois disso marca-se a mesa de luz com uma fita crepe para você saber exatamente onde está cada luz e pronto, é só esperar o Show começar.

Observando Fabian, reparei que na verdade a mesa de luz é quase uma bateria eletrônica, onde fica se apertando os botões das luzes mais ou menos no ritmo da bateria, alternando-se as luzes para criar um efeito legal com a fumaça.

Semana seguinte, minha vez. Foi tenso mas correu tudo bem. Dei sorte pois era um festival de bandas de rock australianas então eu entendia a letra, o que no meu caso facilita a vida pois gosto de uma luz mais teatral seguindo o clima do show em vez de esmurrar os botões para ter algo psicodélico. Acho que isso agradou ao René pois ele me chamou para outro show.

Aos poucos estou me acostumando com o trabalho e preparo as luzes em 15-20 minutos, ficando 3 horas esperando o show começar, dando tempo para escrever todos os textos que  tenho que fazer. O chato que tenho que ficar até que todos saiam pois eu tenho que, literalmente, apagar as luzes mas pelos €€€€ eu faço essa “consultoria”, já que não posso trabalhar aqui por causa do maldito visto. :)

Nem tudo são flores. Tem um cara que trabalha (que não vou citar o nome) que fede, mas fede horrores. Mas aquele CC que chega a incomodar. Isso eu nunca tinha visto um fedor que chega a doer. :) E o pior que vou para lá depois da academia, de banho tomado e tudo mais. Resultado que tenho que ficar respirando pela boca em alguns show. C’est la vie.

post Category: Além dos Wienerschnitzels post Comments (0) postOctober 16, 2008

Friedrichshain, onde moro, tem um aspecto sujo, é casa dos mordenex liberais sem dinheiro de Berlim mas tem certos achados gastronômicos incríveis e esse restaurante é um deles.

Frittiersalon é antes de mais nada um restaurante onde todos os produtos usados são orgânicos (aqui chamado de Bio), do pão do hambúrger até a carne do próprio. Seria um equivalente do Joe & Leo’s no Rio sem a ambientação americanizada.

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post Category: Além dos Wienerschnitzels post Comments (1) postOctober 13, 2008

Uma das melhores maneiras (principalmente se você não está sozinho é conhecer a Alemanha de carro. Sem sombra de dúvida esse país conta com um dos melhores sistemas viários do mundo (as famosas autobhans), talvez por isso os melhores carros sejam fabricados aqui (Audi, Mercedes, BMW, Porsche e etc).

As estradas são tão boas aqui que em vários trechos o limite de velocidade é liberado. Isso mesmo, você pode “sentar o pé” no acelerador que não tem problema e pode ter certeza que você verá uma BMW voando baixo do seu lado. Enquanto eu estava tenso dirigindo um VW Golf à 160km/h, alguns possantes me ultrapassavam à 230km/h fácil. É algo tão fora do normal que americanos fazem turismo automobilistico; vem para cá, aluga um super carro só para acelerar pelas estradas. (mais…)

post Category: Notícias post Comments (1) postOctober 11, 2008

Cinema Internacional O grande feriado nacional aqui na Alemanha é o Dia da Unificação, quando foi oficializada a unificação das duas Alemanhas, em 3 de outubro de de 1990. Como um bom turista, fiquei procurando o que fazer, crente que teria parada militar e etc, como o nosso 7 de setembro. Tudo bem que o nosso dia da independência não é mais o mesmo mas o que me lembro de pequeno em Brasília era desfile militar, com os Dragões da Independência, motoqueiros da PE e etc. Era muito interessante. (mais…)

Boppard - Weinfest 2008 Hora de fazer o balanço do mês. Setembro foi um mês interessante por dois grandes aspectos; a contenção de despesas e início do meu curso de alemão.

O motivo oficial da minha vinda para Berlim foi esse, aprender alemão então mais cedo ou mais tarde eu teria que sentar em uma sala de aula e aprender este idioma super complexo. Oras, aqui se conta de trás para frente (não se  fala vinte e um  e sim um com vinte, por exemplo) e se coloca o verbo lá no final da frase. Agora eu entendo porque os alemães sempre se irritam com os brasileiros por interromper alguém durante uma conversa, se você fizer isso em alemão, vc perde o verbo da frase! :) (mais…)

post Category: Notícias post Comments (2) postOctober 3, 2008

Boppard - Weinfest 2008 Meike, uma amiga da Ina que também agora é minha amiga (já até ficou lá em casa no Rio de Janeiro), nos convidou para visitar sua cidade natal, Boppard, onde acontece o Festival do Vinho, já que a região é famosa mundialmente pelo excelente vinho branco Reising. Como um dos grandes objetivos dessa minha estadia aqui na Alemanha é exatamente conhecer o máximo possível, não tinha como recusar então na 6a lá fui eu, Meike, Steffi e Ina de carro de Berlim até Boppard, o que dá uma viagem de 7 horas.

Em Boppard ficamos na casa dos pais da Meike, que são super simpáticos e altamente hospitaleiros. A casa é super aconchegante e grande e como ambos falam bem inglês, tivemos altos papos sobre política, economia, história e (claro) futebol. (mais…)

post Category: Notícias post Comments (2) postSeptember 24, 2008

Vasa Museet

Como foi previsto pela previsão do tempo (que aqui na Europa parece acertar mais que no Brasil), o dia foi bem frio, em torno de 14 graus. Vale lembrar que aqui seria o pico do verão. Tudo bem, isso foi apenas mais um estímulo para se ficar dentro de museus, ainda mais que hoje ainda teria mais 4 museus para visitar. Comecei de onde parei no dia anterior; o complexo do Palácio Real.

Tre Kronor é um museu sobre o castelo que acabou sofrendo um grande incêndio em 1697 que destruiu por completo o castelo medieval. Mesmo tendo construído o palácio no mesmo local, ainda restaram algumas ruínas que contam um pouco a história do castelo. Tour interessante mas dos quatro museus, este é o mais dispensável. (mais…)